Betty
Boop Jardineira
Marfinite 16 cm - base 5x5 cm -
extras. Pormenores de pintura, patines, acessórios da base, feltro vermelho.
Assim como os seres humanos, os
personagens de ficção podem evoluir e passar por diferentes fases ao longo da
sua existência. Além disso, têm a sorte de não morrerem nunca… Esse é, sem
dúvida, o caso de Betty. No seu nascimento, esta heroína do celulóide tinha o
aspecto de um pequeno animal, com
longas orelhas e “focinho” preto. Ninguém achava que ela fosse especialmente
bonita, com exceção do cachorro Bimbo, o seu companheiro. Apesar disso, com o
tempo Betty seria transformada numa bela e sexy jovem, digna de que os homens
girassem a cabeça para olhá-la nos desenhos animados, dos quais logo passou a
ser a protagonista. Também durante esse período, que foi de 1932 a 1939, a Boop Girl sofreria pequenas mudanças:
O seu rosto foi afinando, sua roupa foi ficando mais formal e o tom das histórias passou a ser menos louco. Quando as suas aventuras cinematográficas terminaram no final da década, era uma mulher mais madura que se despedia das telas. Entretanto, essa despedida não era real, já que a morena adquiriu um status de ícone que lhe permitia continuar sendo, durante gerações, um símbolo de encanto e de glamour.
O seu rosto foi afinando, sua roupa foi ficando mais formal e o tom das histórias passou a ser menos louco. Quando as suas aventuras cinematográficas terminaram no final da década, era uma mulher mais madura que se despedia das telas. Entretanto, essa despedida não era real, já que a morena adquiriu um status de ícone que lhe permitia continuar sendo, durante gerações, um símbolo de encanto e de glamour.
Grande estrela dos desenhos
animados dos anos 1930, o herói maluco dos estúdios Fleischer seria ofuscado
pouco a pouco pela sua noiva, uma tal Betty Boop. Embora atualmente esteja um
pouco esquecido, o cachorro Bimbo foi, na sua
época, a grande estrela dos estúdios Fliescher. Apareceu em meados dos anos
1920, na série Out of the Inkwell, quando se chamava Fitz e a sua imagem
era de um cachorro branco. Naquela época conformava-se em fazer papéis
coadjuvantes ao lado do palhaço Koko, que
era o personagem mais popular dessa série de desenhos animados. Apesar disso,
em 1929 os irmãos Fleischer decidiram lançar uma nova coleção intitulada Talkartoons. De facto, o cinema já era falado,
e por isso tiveram de se adaptar, produzindo desenhos animados musicais, que se
tinham transformado na grande especialidade de Disney, seu concorrente. Fitz
foi então rebatizado com o nome de Bimbo, que combinava melhor com a sua nova
personalidade: a de um cachorro louco, que vivia as aventuras mais delirantes.
O seu pelo também mudou, e passou a ser quase todo preto. E, como o palhaço
Koko estava “aposentado” provisoriamente, Bimbo, o cãozinho doidão
transformou-se no grande símbolo dos Talkartoons.
Relacionamento fatal
Foi no filme Dizzy Dishes,
lançado em 1930, que Bimbo conheceu uma cantora de cabaré com orelhas de
poodle. Como depois aconteceria com o lobo de Tex Avery, Bimbo perdia
literalmente a cabeça ao ver essa bela cachorrinha no palco do restaurante onde
ele era garçon… Satisfeitos com a sua nova criação, os animadores do estúdio a
fariam voltar em vários episódios da série, para interpretar a noiva ou a
esposa que seduzia Bimbo. Essa primeira versão de Betty era a princípio um
personagem coadjuvante, que não aparecia em todos os Talkertoons.
Entretanto, com o passar dos meses, a recém-chegada era cada vez mais presente,
e o final do filme A Iniciação de Bimbo anunciava a revolução que estava
por chegar: nele o herói aparecia rodeado de clones de Betty! O sucesso do
personagem, que começou a se chamar Betty Boop, foi tanto que o estúdio
ofereceu-lhe, em 1932 a sua própria série. Bimbo começou acompanhando-a, mas
depois desapareceu definitivamente das telas do cinema.
Embora Betty Boop seja uma moça
urbana, não deixa de gostar da vida ao ar livre e também de jardinagem. É só
ver o carinho com o qual rega as verduras e os legumes e arranca as ervas
daninhas que rodeiam o seu jardim. Para isso, a especialista em elegância
escolheu a roupa mais conveniente: uma jardineira curta, sexy na medida certa,
que não só combina com o ambiente, mas também deixa as pernas livres para serem
bronzeadas. Por sua vez, as botas, um acessório indispensável a toda a boa
jardineira, combinam com a cor do seu lenço. Porque, para os trabalhos mais
pesados, Betty protege a sua cabeça como uma verdadeira camponesa.
Gene Tierney
Depois de escapar de um destino
de mulher do mundo, a atriz com cara de boneca filmou sob a direção dos mais
importantes cineastas de Hollywood, que lhe ofereceram papéis inesquecíveis.
Nascida no Brooklyn no dia 19 Novembro 1920 e batizada com o nome de Gene Eliza
Tierney, essa filha de um próspero corretor de seguros fez os seus estudos na
Suiça, onde aprendeu francês. Em 1938, estando de visita aos estúdios Warner, o
cineasta Anatole Litvak, apaixonado pela
sua beleza, incentivou-a a tornar-se atriz. Porém, seu pai protestou: “Se Gene
tem de ser atriz, será num teatro decente”. Considerando as palavras do pai, a
jovem ingressou na prestigiosa Academy of Dramatic Arts de Nova York. No seu
primeiro trabalho, só tinha que atravessar o palco com um balde de água, porém
o crítico de Variety escreveu: “ A senhorita Tierney é sem dúvida a
aguadeira mais bela que já se viu”. Outro crítico pressagiou, em 1939, que ela
teria uma carreira teatral interessante “se o cinema não a sequestrasse”. De
facto, depois de descobri-la na peça The Male Animal, Darryl Zanuck conseguiu que ela assinasse um
contrato com a Fox.
Gene Tierney ainda não havia
feito 20 anos quando rodou The Return of Frank James, 1940 western de Fritz Lang no qual tinha Henry Fonda como companheiro de elenco. Em 1941
rodou cinco filmes seguidos, entre eles The Shanghai Gesture, de Josef Von Sternberg, um filme noir no qual
interpretava uma bela e perigosa mulher. Nas filmagens conheceu o encarregado
de vestuário Oleg Cassini, com o qual
casou pouco depois. Em 1943 descobriu que estava grávida, durante as
filmagens de Heaven Can Wait, de Lubitsch, porém contraiu rubéola e deu à luz
uma filha surda e com deficiência mental. Essa dura provação levaria a atriz a
uma depressão que duraria muitos anos. Separada temporariamente de seu marido
(voltariam a estar juntos a teriam outra filha em 1946) Gene teve um relacionamento
com Tyrone
Power e depois com o jovem John Fitzgerald Kennedy
que viria a ser presidente dos Estados Unidos, assassinado em 1963.
Esses
anos difíceis, entretanto, foram testemunho da filmagem de várias obras-primas
para a atriz, como Laura, de Otto
Preminger. Nomeada ao Oscar pelo seu papel
de assassina em Leave Her to Heaven, de John M. Stahl, 1945,
Gene também foi uma heroína romântica para Mankiewicz, que a dirigiu em The Ghost and Mrs Muir, 1947. Nos
anos de 1950 filmou com Spencer Tracy, Clark Gable e Humphrey Bogart, mas depois a sua carreira sofreu uma paragem. Depois de
voltar a casar em 1960 com um magnata do petróleo, a atriz conseguiria apenas
poucos papéis durante a década. Em 1979 publicou uma autobiografia na qual falava
sobre a sua carreira e o seu problema com a depressão: “O rosto mais bonito do
cinema” morreria em 6 Novembro 1991 em Houston.
O
último voo de Amelia
Em
1937, os Estados Unidos da América estremeceram ao receber a notícia do
desaparecimento no mar da sua aviadora mais famosa. Audaciosa e feminista,
Amelia Earhart era um exemplo para todas as mulheres. Amelia Earhart era uma
das figuras mais apreciadas dos Estados Unidos. Nascida no dia 24 Julho 1897
numa família importante do Kansas, Amélia, que havia sido uma menina muito
valente, descobriu a sua vocação ao realizar um batizado no ar em 29 Dezembro
1920. A partir de então dedicou-se às mais diversas profissões para pagar as
suas aulas de voo, e em 1922 já tinha batido o seu primeiro record, ao ser a
primeira mulher a voar a 4.300 metros de altura. Em 1928, alguns meses depois
da grande façanha de Lindbergh, Amelia assombrou todo o mundo sendo também a primeira
mulher a atravessar o Atlântico. Entretanto, considerava que não merecia tal
fama, porque o avião tinha sido pilotado pelos aviadores que a acompanhavam.
Chegou até a declarar: “Eu era só uma mala, como um saco de batatas”.
Amelia
Earhart estava decidida a atravessar sozinha o Atlântico, algo que conseguiu em
1932: embora tenha sido obrigada a aterrar na Irlanda e não em Paris, por causa
de tempo, tornou-se a primeira mulher a sobrevoar realmente o oceano sem
companhia. Apelidada de “Lady Lindy” pela imprensa (em referência ao sobrenome
Lindbergh) a aviadora tornou-se uma heroína nacional. Além disso, a sua
popularidade cresceu ainda mais pela eficiente campanha de Marketing do
seu marido, o editor George Putnam, que, além de publicar o relato das suas aventuras, lançou
uma linha de roupas e maletas com as iniciais de Amelia. Entretanto, o que
interessava a essa pioneira era lutar para que a aviação se abrisse finalmente
às mulheres. Para isso, continuou atingindo recordes de distância e de
velocidade. Ma o seu maior sonho era tornar-se a primeira mulher a dar a volta
ao mundo de avião.
Amelia
e o navegador Fred Noonan partiram no dia 21 Maio 1937 de Miami, para empreender
esta aventura inédita. No começo tudo corria bem: seguindo o equador,
sobrevoaram a África, a Ásia e a Austrália. Depois de uma paragem na Nova
Guiné, voltaram a partir no dia 2 Julho para se unirem em Hollywood Island, uma
minúscula ilha perdida no Pacífico, a um barco do Exército norte-americano que
estava esperando por eles. Entretanto, por motivos que ainda hoje são um mistério,
os dois pilotos perderam a comunicação pelo rádio com o barco. A última
mensagem de Amelia foi: “Devemos estar em cima de vocês, mas não os vejo. O
combustível está acabando. É impossível chegar aí”. O avião jamais aterrou em
Howland Island, e apesar das buscas realizadas durante duas semanas pelo
Exército norte-americano, não foi encontrado nenhum rasto dos pilotos…
SALVAT
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