02 março 2013

Betty Boop - Modelo

Betty Boop
Modelo
Marfinite 13 cm - base 5x5 cm - extras: Pormenores de pintura, acessórios da base, feltro vermelho.
Com o seu corpo cheio de curvas, sem dúvida Betty Boop teria problemas atualmente para se dedicar à carreira de modelo. Ao contrário do estilo Kate Moss, essa morena alardeia uma feminilidade desenvolta, e, claro, nem sonha em fazer uma dieta! Nascida muito antes que a moda impusesse a ditadura de uma magreza que chega ao exagero, Betty tem a beleza generosa das atrizes dos anos 1930. Não há dúvida de que essa “generosidade” contribui muito para um sucesso que permanece por várias décadas. Porque, embora os desenhos animados que a fizeram ser conhecida hoje sejam menos famosos, a quantidade de produtos derivados que continuam sendo vendidos em todo o mundo é realmente impressionante, entre acessórios de moda, de papelaria ou miniaturas. Como se sabe, não é preciso ter medidas de modelo para enfeitiçar o público do século XXI... Embora não seja difícil para Betty sentir-se à vontade no papel de modelo, ou de cover-girl, como se diz no seu país.
Business woman
Não existe uma heroína moderna sem “merchandising”: do quarto ao banheiro, passando pela cozinha, os fãs de Betty puderam logo mergulhar no “Boop way of life”.
Embora não se conseguisse igualar ao seu rival Walt Disney, o produtor Max Fleischer tinha muito faro para os negócios. Quando percebeu que as primeiras aparições dessa personagem, que não se chamava ainda Betty Boop, provocavam tanto entusiasmo, decidiu transformá-la em estrela de uma série própria de desenhos. E quando a bela morena se converteu na estrela mais brilhante do estúdio, Fleischer compreendeu que devia lançar-se sem demora à edição de produtos derivados. Claro que a sua primeira iniciativa foi passar as aventuras de Betty para os quadradinhos: estes apareceram em vários jornais, algo muito comum na época. Depois iniciou uma transmissão de rádio intitulada as “Histórias de Betty Boop” que esteve no ar durante um ano. Em 1934 a estrela dos estúdios Fleischer estava presente ao mesmo tempo nos cinemas (os seus filmes eram distribuídos pela poderosa Paramount) na imprensa e na rádio o que a transformou numa personalidade inevitável.
Para colecionadores
Longe de ficar somente nesses campos, Betty também se lançou à conquista das lojas. Foi produzida com a sua imagem uma série de artigos, desde sabonetes e vaselinas com fragrância de coco até relógios ou chávenas de chá. Certa publicidade para os lenços da Boop Girl anunciava assim: “Popular! Prático! Bonito! Aqui está o lenço que conquistou a América, e outra, de um jogo de baralho, proclamava: “Seja melhor em bridge com Betty Boop”. A loucura por Betty chegou até às lojas de roupa, nas quais eram vendidos casacos e pijamas com o seu rosto. Sem dúvida, o ramo de brinquedos também não foi esquecido, e Max Fleischer teve que processar judicialmente Ralph Freundlich, que não hesitou em fabricar, sem autorização, bonecas inspiradas em Betty. Esses produtos fizeram um grande sucesso ao longo dos anos 1930, porém, o mais surpreendente é que quando Betty deixou de ser uma estrela das telas eles continuaram a ser muito populares, a ponto de, entre os fãs da jovenzinha morena, continuarem aparecendo vários colecionadores...
A miniatura
Embora o seu traje habitual seja um vestidinho preto muito simples, a senhorita Boop também é capaz de usar modelos mais sofisticados, como essa sumptuosa criação que une a elegância de um vestido longo com o atrevimento de uma minissaia. As costas nuas e o recorte no busto também realçam os encantos de Betty. Além disso, os amantes do mundo “fashion” admirarão ainda os seus sapatos enfeitados com tiras. Já com relação às jóias, podemos dizer que lhe dão o último toque de classe ao conjunto... Vestida dessa maneira, Betty pode competir com as Top models internacionais mais famosas.
Vampiresas na tela
Hedy Lamarr

Embora atualmente ela esteja um pouco esquecida, a protagonista de “Sansão e Dalila” foi uma das estrelas mais desejadas dos anos 1940, graças a um sex appeal habilmente potencializado pelos estúdios. Hedy Lamar é uma dessas estrelas cuja vida real era até mesmo mais tumultuosa que os seus filmes. Nascida em 1913 ou 1914 em Viena, Hedwig Kiesler era filha de um banqueiro e de uma pianista da alta burguesia judia da capital austro-húngara. Incentivada desde a infância a fazer aulas de dança, a adolescente logo decidiu ser atriz.
Nesse momento ingressou na famosa escola de teatro do diretor Max Reinhardt, e começou a atuar, em 1930 em filmes alemães. Contudo, foi em Praga onde se rodou o filme que a faria mundialmente famosa: em “Extase” (Ekstase, Gustav Machaty, 1933) a jovem atriz não teve problemas em aparecer nua, algo que ainda não havia acontecido naquela época. No entanto, Hedwig não aproveitou essa fama imediatamente, porque se casou em 1933 com um rico fabricante de armas, que não somente se opunha à sua carreira, como também comprou todas as cópias disponíveis de “Extase”. Existem diferentes versões sobre como a jovem conseguiu escapar dessa prisão dourada: uma delas diz que numa noite ter-se-ia vestido de empregada e dado um sonífero ao marido... Seja como for, Hedwig conseguiu fugir para Londres em 1937, e ali foi contratada por Louis B. Mayer, o diretor da MGM.
Flor exótica
Rebatizada com o nome de Hedy Lamarr, em homenagem à estrela do cinema mudo Barbara LaMarr, a heroína fulgurante de “Extase” é levada a Hollywood  apoiada por uma grande campanha de publicidade. O seu primeiro papel americano é o de uma mulher com beleza “Exótica” que enfeitiça Charles Boyer em “Argélia” (Algiers, John Gomwell, 1938) o remake do filme francês “Pépé le Moko”. O seu sucesso imediato levou-a a ser rival de Judy Garland e Lana Turner em “Avida é um teatro (Ziegfeld Girls, Robert Z. Leonard) em 1941, e foi mesmo escolhida “a mulher mais bela do cinema”. Em 1949, o sucesso da superprodução de Cecil B. de Mille “Sansão e Dalila” reforçou a sua imagem de mulher fatal, alimentada também por sua vida privada. Casada seis vezes e mãe de três filhos, Hedy publicaria “Extase e eu”, uma autobiografia considerada escandalosa (ela afirmaria mais tarde que algumas histórias tinham sido inventadas pelo jornalista que realmente escreveu o livro). Ausente das telas desde o final dos anos 1950, a atriz voltaria a dar o que falar por roubar objetos de uma loja. Aposentada na Flórida, a mulher considerada pelos seus fãs a estrela mais fascinante de Hollywood, faleceu em Janeiro de 2000.
Belas pernas e grande cabeça
Hedy Lamarr não foi somente uma deusa das telas. Durante a Segunda Guerra Mundial, a estrela criou, junto com o músico George Antheil, um sistema de radiocomunicação que fazia com que os torpedos fossem  mais difíceis de serem detetados pelos submarinos. Patenteada em 1942, a invenção só seria utilizada vinte anos mais tarde, quando a atriz já não detinha os direitos sobre o equipamento. Contudo, em 1977 Hedy seria recompensada pela Electronic Frontier Foundation pela sua contribuição às técnicas de comunicação sem fio.
JJ fotos
SALVAT
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