14 agosto 2013

SINTOMAS REVELAM O QUE FALTA NO CORPO...

SINTOMAS REVELAM O QUE FALTA NO CORPO..
A partir de certa idade temos, quase todos nós, estes sintomas, provocados pela falta dos alimentos mencionados:

1. DIFICULDADE EM PERDER PESO O QUE ESTÁ FALTANDO: ácidos gordos essenciais e vitamina. ONDE OBTER: semente de linhaça, cenoura e salmão - além de suplementos específicos.

2. RETENÇÃO DE LÍQUIDOS O QUE ESTÁ FALTANDO: na verdade um equilíbrio entre o potássio, fósforo e sódio. ONDE OBTER: leite de coco, azeitona, pêssego, ameixa, figo, amêndoa, nozes, acelga, coentro, semente de linhaça e os suplementos.

3. COMPULSÃO A DOCES O QUE ESTÁ FALTANDO: cromio. ONDE OBTER: cereais integrais, nozes, centeio, banana, espinafre, cenoura + suplementos...

4. CÂIMBRA, DOR DE CABEÇA O QUE ESTÁ FALTANDO: potássio e magnésio ONDE OBTER: banana, cevada, milho, manga, pêssego, acerola, laranja e água.

5. DESCONFORTO INTESTINAL, GASES, INCHAÇO ABDOMINAL O QUE ESTÁ FALTANDO: lactobacilos vivos ONDE OBTER: coalhada, iogurte, miso e similares..

6. FALTA DE MEMÓRIA O QUE ESTÁ FALTANDO: acetil colina, inositol. ONDE OBTER: lecitina de soja, gema de ovo + suplementos.

7. HIPOTIREOIDISMO (PROVOCA GANHO DE PESO SEM CAUSA APARENTE) O QUE ESTÁ FALTANDO: iodo. ONDE OBTER: algas marinhas, cenoura, óleo, pera, abacaxi, peixes de água salgada e sal marinho.

8.. CABELOS QUEBRADIÇOS E UNHAS FRACAS O QUE ESTÁ FALTANDO: colagénio. ONDE OBTER: peixes, ovos, carnes magras, gelatina + suplementos.

9. FRAQUEZA, INDISPOSIÇÃO, MAL ESTAR O QUE ESTÁ FALTANDO: vitaminas A, C, E e ferro. ONDE OBTER: verduras, frutas, carnes magras e suplementos.

10. COLESTEROL E TRIGLICERÍDEOS ALTOS O QUE ESTÁ FALTANDO: Ómega 3 e 6. ONDE OBTER: sardinha, salmão, abacate, azeite

11. DESÂNIMO, APATIA, TRISTEZA, RAIVA, INSATISFAÇÃO, DEPRESSÃO, VONTADE DE MORRER O QUE ESTÁ FALTANDO: Dinheiro pessoal, dinheiro!!! ONDE OBTER: se eu soubesse, não tinha todos estes sintomas...
Gentileza da amiga Julieta R.
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JJ edição foto

10 agosto 2013

Empregos à espera dos portugueses...

Empregos à espera dos portugueses...lá fora 
Enquanto milhares de portugueses desesperam com a falta de postos de trabalho, noutros países da Europa existem empresas que competem para conseguir recrutar pessoal. Portugal surge como um dos favoritos nesta corrida aos contratos "Os portugueses estão muito motivados, têm a mente aberta e uma boa capacidade de adaptação. Surgem com um bom nível de formação e têm bons conhecimentos de línguas.
Queremos que olhem para a Finlândia como um potencial empregador ", afirma Katrina Pilrnes, da embaixada da Finlândia em Lisboa. A representação deste país na feira dos Dias Europeus do Emprego conta com o ajuda das conselheiras da rede Eures para o emprego. Esta rede europeia de apoio à pesquisa de emprego e formação dentro da União Europeia regista, atualmente, 1,2 milhões de ofertas ativas e 10 mil desempregados portugueses já inscritos.
As pesquisas podem ser feitas através da Internet ou com a colaboração dos conselheiros destacados em cada país. A equipa de três finlandesas veio a Portugal, sobretudo, para apresentar o seu país e passar a ideia de que dispõe de muitos empregos à espera dos portugueses. Mas a missão só ficará concluída quando conseguir preencher as vagas disponíveis.


Com uma geração do pós-guerra a reformar-se e sem que as novas estejam a ocupar os lugares deixados vagos, muitos países do Norte da Europa estão a procurar mão-de-obra noutros Estados membros. As ofertas são variadas, mas incidem, em particular, nas áreas da saúde, serviços sociais, novas tecnologias e engenharias. Na bancada do stande finlandês, amontoam-se folhetos e listas de empresas e profissões que estão no topo dos recrutamentos. Recém-licenciados e seniores organizam-se, em fila, à espera de saber o que tem a Finlândia para oferecer.
Katrina confessa que o seu país tem ainda muitos passos para dar, até ser atrativo como os principais concorrentes, entre os quais se destaca a Dinamarca, instalada a seu lado, na feira. Este país, juntamente com a Noruega e a Suécia, "surge como um dos nossos grandes competidores, com tradição de recrutamento no estrangeiro", sublinha.
É por isso que, a par dos salários generosos, as empresas finlandesas já têm quase como prática comum a oferta de cursos intensivos para a aprendizagem básica da língua, que é uma barreira gigantesca, a par do clima. QUEM DÁ MAIS Win de Johnghe veio à feira representar a Delaware Consulting, uma empresa tecnológica belga. É a primeira tentativa de recrutamento da firma, fora da Bélgica como não conseguia encontrar profissionais com as qualificações e a experiência de que precisa, decidiu enviar um representante a Portugal.

"Temos recebido candidaturas de todo o tipo de pessoas, mas o que mais nos surpreende é que, nestas primeiras horas, já falámos com mais candidatos experientes do que em todas as feiras de recrutamento onde temos participado, na Bélgica", conta Win de Johnghe. A empresa procura, sobretudo, profissionais das áreas de SAP e Microsoft e oferece salários que variam entre 2 mil e os 7 mil euros, consoante as qualificações. Pelo que Win de Johnghe espera chegar ao final da feira com novos contratos em vista.
Na entrada, o stande belga era um dos mais ativos, com folhas A4 afixadas, a divulgar o número de médicos, enfermeiros, empregadas domésticas e outros profissionais necessários. Entre a Finlândia e o Reino Unido, Bruno, Marta e Vanessa trocam impressões sobre os dados que vão recolhendo nos vários standes. Os três colegas finalistas da licenciatura em Serviço Social vieram juntos à procura de uma oportunidade fora de Portugal, cansados dos estágios curriculares, profissionais e candidaturas sem resposta.
Alguns dos seus colegas já partiram para a Holanda e o Reino Unido. No caso de Bruno, a saída do País é-lhe familiar já que os pais estiveram emigrados 14 anos, na Alemanha. E não têm medo de sair de casa dos pais e ir para fora? "Não! Temos medo é de morrer à fome e viver sem oportunidades. ", respondem prontamente.

...somos iguais e até em muitos casos melhores, do que quem nos critica sem razão.
A nossa histórica infelicidade é quem nos tem comandado.
"Os portugueses sempre foram um povo melhor do que os seus governantes"

Foto VISÃO - SAPO    

Betty Boop Majorete

Betty Boop - Majorette
Marfinite 15 cm - base 5x5 cm - extras: Pormenores de pintura, patines, acessórios da base, feltro vermelho.

Como estrela de cinema, bailarina ou majorette, Betty leva o espetáculo nas veias. Não há nada de estranho nisso, já que sabemos que a sua criação foi inspirada em duas grandes estrelas: a cantora Helen Kane e a atriz Clara Bow. Depois de aparecer pela primeira vez como cantora de cabaré no filme “Dizzy Dishes, retomaria esse papel inúmeras vezes, tanto na sua série como nas famosas “Screen Songs”, outra coleção de sucesso dos estúdios Fleischer. Nesses filmes, Betty estava acompanhada da nata dos “crooners” da época, mas também de jazzistas de estilo revolucionário, como Cab Calloway ou Louis Armstrong. Esse lugar essencial ocupado pelos novos ritmos nas suas aventuras transformou Betty numa filha do swing, assim como uma desconhecida chamada Ella Fitzgerald, que  nessa mesma época estreou de forma promissora no mítico Apolo do Harlem. Muitas coisas separaram a heroína do celulóide da futura diva do jazz, mas ambas se tornariam figuras lendárias no mundo do espetáculo.

As Screen Songs
No começo dos anos 1930, Betty caminhava ao lado dos protagonistas de musicais animados dirigidos pelos estúdios Fleischer, confirmando assim a sua posição de “rainha do swing”. No ponto alto da sua popularidade, Betty Boop não aparecia somente na série de desenhos animados que levava o seu nome. Os irmãos Fleischer também a transformaram na estrela de outro de seus programas, as “Screen Songs”. De facto tratava-se de curtas-metragens musicais em que a animação se misturava com tomadas reais nas quais aparecia o intérprete da canção. Nesses filmes, que estavam destinados a ser projetados nas salas, as letras das canções apareciam na parte inferior da imagem, com uma bolinha que ia pulando para permitir que o público as cantasse. Podemos dizer que as “Screen Songs” são as precursoras do Karaoque… Pela série, que começou em 1929, passaram estrelas da música como Eddie Cantor e os Mills Brothers. Também estrelas de cinema com Joan Crawford e Jean Harlow entraram nesse jogo, e numerosas Big Bands estiveram diante das câmeras dos Fleischer até 1938, decididas a surfar na onda do swing.

Betty e Rudy
E que papel tinha Betty em tudo isso? De facto, a Boop Girl aparecia em muitas “Screen Songs”, tanto em atuações na introdução que levava à canção, como interpretando um duelo com o convidado do dia. Apreciava especialmente o doce Rudy Vallée, o preferido do público feminino no começo dos anos de 1930. Betty apareceu a seu lado em três filmes, num dos quais a vemos viajar no “Rudy Valley”. Também não teve medo de medir forças com Ethel Merman, diva da Broadway acostumada a brilhar nos “musicais” dos irmãos Gershwin e de Cole Porter. A cantora interpretou para as “Screen Songs” três dos seus sucessos: Let Me Call You Sweetheart, You Try Somebody Else e Time On My Hands (nesse filme, uma sereia que se parecia com Betty, a ponto de ser confundida com ela, transforma-se em Merman durante a música). E num filme de 1932 foi a francesa Iréne Bordoni, outra glória dos palcos nova-iorquinos, quem entoou Just a Gigolo, depois de ter sido apresentada ao público de um cabaré por uma mestra de cerimónias que não era ninguém menos que Betty.


A miniatura
Atenção! Com o seu temperamento de Show Girl, estava claro que mais dia, menos dia Betty Boop tinha de ser Majorette. Como sempre, o vermelho é a sua cor fetiche: faixas muito vibrantes ressaltam o branco do seu traje, das suas botas e do seu bonito quepe. As ombreiras douradas, combinando com os seus brincos, destacam-se no conjunto. Vestida assim, Betty pode desfilar entre as suas companheiras executando as piruetas do costume. Sem dúvida os espectadores sempre ficarão encantados ao verem passar um Majorette assim. Mas cuidado quando ela jogar o bastão para o alto…

Vampiresas na tela
Jean Arthur
Esta atriz foi a inspiração do Frank Capra e ganhou a admiração de cineastas tão exigentes como Howard Hawks e Billy Wilder. É a trajetória de uma estrela que não se conformou em ser apenas bela. Nascida a 17 Outubro 1900, Gladys Greene tornou-se uma das artistas que mais marcariam o século  que acabava de se iniciar. Filha de um fotógrafo, começou ganhando a vida como modelo, antes de ser descoberta por um caça-talentos de Hollywood. Rebatizada com o nome de Jean Arthur, a jovem rodou o seu primeiro filme em 1923, sob a direção de John Ford. Seguiram-se uma série de papéis que passaram despercebidos, mas graças a eles a atriz podia ter aulas. E, 1928, casou-se com o fotógrafo Julian Anker, mas o casamento foi anulado no dia seguinte. Jean, que foi galgando os degraus pacientemente, por fim conseguiu um papel importante em 1935, na comédia “The Whole Town’s Talking”. A reação entusiasmada do público diante dessa atriz cheia de vivacidade levou a Columbia a apostar nela.

A extravagante senhora Arthur
Com os cabelos louros a partir desse momento, Jean pôs o seu temperamento ao serviço da “Screwball comedy” (comédia absurda), na qual chegou a seu especialista. Entre 1936 e 1939, Frank Capra dirigiu-a em obras-primas como Mr. Deeds Goes to Town, 1936 e Mr. Smith Goes to Washington, 1939. Nesses filmes Jean maravilhou o público, e o cineasta declararia mais tarde que era a sua atriz favorita. A atriz também ganhou uma imagem de mulher poderosa, interpretando a personagem Calamity Jane em The Plainsman, de DeMille, 1936, e Only Angels Have Wings, de Howard Hawks,1939.

Uma mulher emancipada
Entretanto, a sua relação com o diretor da Columbia, Harry Cohn, não era muito harmoniosa. E o bendito dia em que se venceu o seu contrato em 1944, a atriz percorreu os corredores gritando “Sou livre”!. Contente por não ser mais obrigada a aceitar papéis dos quais não gostava, Jean deu-se ao luxo de rejeitar todos os filmes que lhe propuseram depois disso, fazendo uma exceção a dois cineastas que apreciava. Billy Wilder a fez enfrentar Marlene Dietrich em 1948, em Foreign Affair. E também George Stevens com quem já tinha filmado em duas ocasiões, dirigiu-a em “Shane”. Estreado em 1953, esse western tornou-se o maior sucesso comercial da estrela, e o seu último filme. Jean ainda trabalhou em algumas obras, mas o seu nervosismo doentio levou-a a aposentar-se totalmente em 1975. Desde então viveu isolada na sua mansão de Carmel, onde morreu de uma crise cardíaca em 1991.

Os anos 1930 nos Estados Unidos
Edgar Hoover e o FBI
Nascido em 1935, o FBI é a obra de um homem disposto a tudo para lutar contra os inimigos da nação, categoria que incluía, segundo seu parecer, tanto os mafiosos como os comunistas. Foi em 1917, quando os Estados Unidos acabavam de entrar na Primeira Guerra Mundial 1914-1918 que John Edgar Hoover passou a fazer parte do Departamento de Justiça, onde a sua  diligência e atenção aos detalhes levaram-no a várias promoções em pouquíssimo tempo. Este jovem ambicioso, nascido no dia 1 Janeiro 1895 em Washington, estudou Direito para poder entrar na administração pública e servir o seu país. Subindo degraus rapidamente, em 1921 tornou-se diretor adjunto do Bureau of Investigation (BOI), uma agência de investigação federal. Três anos mais tarde já era seu diretor, com 29 anos. Então Hoover fez uma importante “limpeza” com o objetivo de acabar com a corrupção dentro do Bureau e recrutar agentes mais instruídos. Também modernizaria os seus métodos de trabalho, obrigando a incluir as impressões digitais de todas as pessoas fichadas. Em 1932 inaugurou o famoso laboratório Técnico, para tratar de forma científica as provas encontradas pelos seus agentes. O primeiro objetico do BOI era lutar contra os gangsters, e concretamente contra o aparecimento dos sangrentos foragidos da Grande Depressão: os Dillinger, Barker e outros Bonnie e Clyde, que seriam abatidos ou presos pelos agentes federais.

Chantagista
Esses bons resultados fizeram com que o presidente Roosevelt desse mais poder a Hoover, o que resultou na criação em 1935 do FBI (Federal Bureau of Investigation). Daquele momento em diante, os seus agentes tinham autorização para usarem uma arma e fazerem prisões. Embora a criminalidade continuasse sendo oficialmente a prioridade da agência, as crescentes tensões com países como a Alemanha e União Soviética  levaram Hoover a iniciar-se também na contraespionagem. Mas ainda que o alto cargo aparecesse na imprensa como o grande defensor da nação, as suas atividades também tinham um vertente mais sombria. Porque, para esse conservador empedernido, qualquer pessoa que pertencesse a uma organização de esquerda ou de luta pelos direitos dos negros representavam perigo para os Estados Unidos. Pouco a pouco, Hoover passaria a utilizar o FBI para lutar contra os seus inimigos pessoais: acumulou documentos que demonstravam as relações extra-conjugais de altas personalidades, e até lançaria falsos boatos sobre a homossexualidade de alguns políticos. Também as relações da primeira-dama Eleanor Roosevelt seriam objeto de um expediente secreto… E o incrível poder assim adquirido por Edgar Hoover durante anos permitiu que continuasse sendo diretor do FBI até a sua morte, em 1972.
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SALVAT
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07 agosto 2013

...o tal castelo que tantos foram construindo ao longo de décadas juntando as pedras que a vida lhes atirou, para agora assistirem à sua ruína lenta e agonizante...

Betty Boop Empresária

Betty Boop Empresária
http://youtu.be/3ccE8_MCWmI  Betty no filme Branca de Neve de 1933
http://youtu.be/rIC-jncQbKk  Betty no filme a cores CINDERELA 1934
Cada época cria os seus mitos, que frequentemente misturam arquétipos inesquecíveis com o estilo do momento. Os Estados Unidos dos anos 1930 criaram, entre outros mitos, Betty Boop, uma menina-mulher cuja ingenuidade relembra inconscientemente os tempos da inocência, da idade de ouro que ficou no passado. Claro que o personagem tem elementos de modernidade: o seu gosto pelo jazz, certo feminismo, um erotismo que seria proibido em décadas anteriores…Entretanto, por sua faceta de boa menina, o erotismo também parece saído de um imaginário muito antigo. Dessa forma, não é nenhuma surpresa ver que os desenhos animados dos irmãos Fleischer, em várias ocasiões, Betty encarna heroínas de contos de fadas, tornando real uma vez mais a união entre a tradição universal e modernidade. Sem dúvida essa é a razão da sua longevidade, pois se o personagem de Betty só tivesse sido marcada pelos anos 1930, provavelmente teria perdido todo o seu atrativo aos olhos do público do século XXI.

Betty e os contos de fadas
A Boop Girl em várias ocasiões teve a oportunidade de encarnar heroínas como Branca de Neve e Cinderela ao longo da sua carreira cinematográfica. Os produtores dos filmes de Betty Boop frequentemente divertiam-se recriando géneros tradicionais, especificamente os contos de fadas. Assim, em 1931 fizeram o filme Dizzy Red Riding Hood, título que poderíamos traduzir por “A estonteante Chapeuzinho Vermelho”. Nessa época, Betty era somente a amiga do cachorro Bimbo, o herói da série dos Talkartoons, mas evidentemente, quem interpretava o papel principal de Chapeuzinho Vermelho era ela. Quando Betty vai pelo bosque, Bimbo mata o lobo mau que tentava devorá-la…e acabava ocupando ele mesmo o lugar da avó! Naquele ano, os estúdios Fleischer estrearam também uma versão muito pessoal de João e o Pé de Feijão. Depois de Bimbo plantar os feijões gigantes, o Ogro faz de Betty sua prisioneira no topo da planta, obrigando-a a cozinhar para ele. Uma vez mais, Bimbo é quem libertará a sua venerada, antes de voar para longe do Ogro nas asas de uma galinha mágica…


Carreira a solo
A partir de 1932, Betty passa a ser tão popular que concedem-lhe a sua própria série, na qual o cachorro Bimbo só aparecia em poucas ocasiões. Encarnando ainda as grandes heroínas dos contos de fadas, em 1933 faz o papel de Branca de Neve, num filme que recriava de maneira totalmente louca a história imortalizada pelos irmãos Grimm. O príncipe encantado, por exemplo, foi substituído pelo palhaço Koko, outro personagem que era estrela dos estúdios Fleischer e amigo de Betty. O personagem foi dobrado no filme pelo famoso cantor Cab Calloway, para grande prazer do público. Infelizmente a versão produzida quatro anos mais tarde pela Disney, a grande rival dos Fleischer, tiraria definitivamente de  Betty o trono de Branca de Neve… Por outro lado, Pobre Cinderela continua sendo muito popular entre os amantes da animação e, de facto, trata-se do único filme colorido de Betty, que nos surpreende…ruiva! A técnica da cor era totalmente nova nessa época, e os irmãos Fleischer acharam interessante dar-lhe essa cor de cabelo.

A miniatura
Quando pronunciamos o nome de Betty Boop, lembramo-nos mais rapidamente dos clubes de jazz do Harlem do que dos arranha-céus de Wall Street. E, no entanto, Betty sente-se muito à vontade no mundo dos negócios. Evidentemente, quando precisa lidar com uma negociação, deixa no armário os seus conjuntos mais atrevidos. Sóbria e com a camisa totalmente abotoada, a sua roupa de Business Woman permite-lhe enfrentar os concorrentes mais temíveis. Ainda assim, reconhecemos o “toque de Betty” na maneira de combinar o cinto com os brincos, e o comprimento bastante curto do seu vestido!

 Vampiresas na tela
Dorothy Lamour
Depois de ter debutado no mundo da canção, no começo dos anos 1940 a heroína de A Princesa da Selva, transformou-se na sexy symbol mais “exótica” do cinema norte-americano. Embora fosse chamada de “A princesa da selva”, Mary Slaton na verdade nasceu em New Orleans no dia 10 Dezembro 1914. Quando ainda era criança, a sua mãe casou-se pela segunda vez, com Clarence Lambour, de quem usou o sobrenome. As dificuldades financeiras da família levaram a adolescente a deixar o colégio para se dedicar ao secretariado, mas sonhava em ser cantora. Eleita Miss New Orleans com 17 anos, foi tentar a sorte em Chicago. Embora no começo tivesse de se conformar em ser ascensorista de um grande shopping, logo conseguiu ser contratada na big band de Herbie Kav, um jazzman com o qual casou em 1935. Com o nome artístico de Dorothy Lamour, não demorou a fazer certo sucesso na rádio e nos cabarés da época.


Jungle Princess
O físico e o temperamento da jovem eram bons motivos para atrair a atenção dos estúdios. Contratada em 1936 pela Paramount, triunfou em The Jungle Princess, Wilhelm Thiele, 1936, um filme no qual ela representava uma espécie de Tarzan feminino. Naquela época o estúdio a fez interpretar belezas exóticas numa série de filmes com títulos evocadores. As roupas que a atriz usava nessas produções causaram tanto furor que a imprensa passou a chamá-la de “a moça do sarougue”. Dorothy também apareceu em obras mais ambiciosas, colaborando com grandes cineastas como John Ford, Frank Borzage e Henry Hathaway.


Os anos 1930 dos Estados Unidos
John Dillinger
Enquanto Al Capone acabava de ser condenado e Bonnie e Clyde semeavam o medo em vários estados, outro criminoso transformou-se em 1933 no terror das autoridades. A América da Depressão era também a dos gangsters. John Dillinger, que devia o seu nome germânico ao avô originário de Metz, nasceu a 22 Junho 1903, em Indianápolis. Esse menino travesso transformou-se num adolescente difícil, a ponto do seu pai, comerciante, decidir deixar a cidade para se instalar no campo. Contudo, o ar puro não curou a instabilidade do jovem Dillinger, que se alistou no Exército para desertar pouco tempo depois. O seu casamento, em 1924, também não o acalmaria, e o divórcio chegaria cinco anos mais tarde. Enquanto tentava procurar trabalho, o jovem assaltou uma loja de alimentos, delito que lhe custou 5 dólares (além de uma pena de dez a vinte anos de prisão, pois logo depois foi preso).

Fazendo escola
Como na prisão fez amizade com criminosos  de verdade, Dillinger logo passou a conhecer todos os truques da “profissão”. Após ter sido posto em liberdade condicional depois de oito anos – graças ao esforço de seu pai – assaltou um banco no dia 22 de Setembro de 1933, Foi preso de novo, mas dessa vez os seus cúmplices ajudaram-no a fugir. Dillinger transformou-se então no líder de uma quadrilha que saqueava a região. As artimanhas que utilizava para esvaziar os bancos sem que houvesse derramamento de sangue eram famosas: fingia ser um representante do sistema de alarmes, ou então um diretor de cinema em busca de um local para rodar uma cena de sequestro com reféns… Contudo, os ataques às delegacias, onde a quadrilha se abastecia de armas, eram mais violentos. Dillinger e os seus homens foram acusados pelo assassinato de vários agentes, motivo pelo qual o BOI (agência percursora do FBI, de J. Edgar Hoover) lançou-se à sua caça.

O rei da fuga
Começou então uma louca fuga, de Chicago ao Texas, passando pela Flórida. Depois do incêndio do hotel onde estava, os foragidos foram reconhecidos pelos bombeiros. Acabaram de novo atrás das grades, mas o advogado de Dillinger conseguiu entregar-lhe uma pistola falsa de madeira, que o ajudou a fugir novamente. Os agentes do BOI redobraram os esforços, mas o criminoso escapou em mais duas ocasiões: primeiro em Chicago, onde tinha formado uma nova quadrilha; depois num bamgalô de Wisconsin (onde um agente morreu em consequência do tiroteio). Contudo, no dia 21 de Julho de 1934 uma prostituta romena ameaçada de ser deportada aceitou “entregar” Dillinger: deveria ir no dia seguinte ao cinema, com o gangster e a sua companheira da época. No dia 22, os agentes do BOI esperaram que terminasse a sessão em frente ao Biograph Theater. Na saída, Dillinger deu-se conta da presença deles. Tentou fugir, mas logo caiu, atingido mortalmente por cinco balas…
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06 agosto 2013

   
A porta do nosso tenebroso inferno já está aberta noite e dia.
Virgílio

Betty Boop Garçonete

Betty Boop Garçonete
Marfinite 14 cm - base 5x5 cm - extras: Pormenores de pintura, patines, acessórios da base, feltro vermelho.

Símbolo dos Estados Unidos, Betty Boop encarna todos os rostos do país. Como mulher de negócios de Manhattan ou como estrela de Hollywood, subiu até o último degrau da pirâmide social, tornando nela o famoso “sonho americano”, no qual o sucesso económico era o mais importante. Entretanto, também foi objeto de desejos mais secretos quando vestiu uma roupa de surfista californiana ou de cantora de cabaré… Agora está com trajes de garçonete! Uma profissão mais modesta, mas cujo uniforme , assim como o de aeromoça, é um dos que mais fazem sonhar, desde sempre, os homens norte-americanos… Com o seu curto vestidinho rosa muito justo e o seu bonezinho combinando, Betty parece-se com várias pin-ups de revista, com as quais divide a inocência e esse erotismo brejeiro. Não resta dúvida: seja qual for a profissão, a Boop Girl exerce sempre a mesma atração, e ainda não chegou o dia em que tenha decepcionado os seus fãs.
 
Uma heroína diferente
Se compararmos a Boop Girl com as outras heroínas da sua época, percebemos que ela ocupou um lugar absolutamente excecional no mundo dos filmes de animação. O sucesso de Betty Boop possibilitou nos anos 1930 uma pequena revolução na indústria dos desenhos animados. Embora não fosse a única heroína de animação dessa época, essa morena era absolutamente diferente das suas companheiras. Começando pela mais conhecida de todas, Minnie Mouse. Nascida em 1928, dentro dos estúdios Disney, a  amiga de Mickey era, antes de qualquer coisa, um personagem cómico. E, como foi concebida como uma versão feminina de Mickey, sua personalidade não se destacava muito. Além disso, era um animal. Betty também começou tendo características de uma cachorra poodle, mas logo evoluiu para adotar a forma humana. Dessa maneira, a Boop Girl não tinha muito a temer com relação a Minnie, que, além disso, não aparecia em todos os filmes de Mickey… Da mesma forma, Betty era radicalmente diferente de outra heroína dos desenhos animados: Olívia Palito, a noiva de Popeye.

Damas em apuros
Olívia Palito apareceu em 1919 nas revistas aos quadradinhos, antes de começar a sua carreira nas telas de cinema, em 1933. Embora também fosse um personagem dos estúdios Fleischer, Olívia e Betty eram diferentes em tudo. Nem é preciso dizer que o sex appeal não era o ponto forte de Olívia. Além disso, a noiva de Popeye era uma dessas “damas em apuros” que precisam de um homem que resolva os seus problemas.

No fundo, é nesse aspecto que Betty se diferencia do restante das heroínas dos desenhos animados (que aliás, eram muito poucas: por exemplo, entre os Looney Tunes não havia nenhuma). Betty, por sua vez, resolvia tudo sozinha, e essa autonomia chegou mesmo a algo inédito: ela transformou-se em protagonista da sua própria série. Dessa forma, Betty não se diferenciava somente pela sua figura sexy, mas também pela sua independência diante dos heróis masculinos. Tal facto era realmente revolucionário nos anos 1930, e continuaria sendo, já que o mundo da animação não veria nascer nenhuma outra heroína que tivesse a sua própria série. Betty Boop constituía uma exceção notável no mundo, um pouco machista, dos desenhos animados.

A miniatura
Uma vitamina? Um hamburguer? Um refrigerante? Peça o que quiser, e Betty trará tudo com rapidez e simpatia. Com a sua roupa de garçonete perfeita, acreditaríamos que saiu de Grease ou de American Graffiti. Para ressaltar o rosa pastel do seu vestido, ela acrescentou ao conjunto algumas pinceladas de vermelho, que lembram morangos e framboesas. E tanto o boné quanto a plaquinha com o seu nome, dão um toque de nostalgia. Só falta a música no gramofone para que nos sintamos teletransportados aos Estados Unidos dos anos 1930!


Vampiresas na tela
Ida Lupino
Esta atriz de filmes policiais, que ficou famosa pelos seus papéis de mulher fatal, também foi uma diretora prolífica. Este é o relato de uma carreira fora do comum. Nascida no dia 4 Fevereiro 1918, em Londres, Ida cresceu dentro do meio artístico. A família Lupino era uma dinastia no mundo do music hall, no qual os seus pais e avós se tinha destacado. Desta forma, era natural que a jovem Ida seguisse esse caminho. Quando rodou o seu primeiro filme, em 1931, teve de se armar de paciência: no começo, os estúdios só lhe propunham personagens de mulheres bonitas e um pouco bobas. No entanto, a atriz conseguiu finalmente chamar a atenção em 1935, em Peter Ibbetson de Henry Hathaway, filme no qual fez um bom papel diante das estrelas Gary Cooper e Ann Harding. Mais tarde, rodou sob as ordens de Rouben Mamoulian e Raoul Walsh, porém foi em 1939 que ela se transformou numa verdadeira estrela com The Adventures of Sherlock Holmes, de Alfred L. Werker. Naquela época estava contratada pela Warner, um estúdio aficionado pelo cinema policial. Desta forma, Ida interpretaria mulheres aventureiras, especialmente ao lado de Humphrey Bogard, em dois clássicos de Raoul Walsh: They Drive by Night, 1940 e High Sierra, 1941.

Uma mulher autoritária
Os papéis de mulheres ao mesmo tempo sedutoras e determinadas não eram muito comuns na época. Bette Davis, a grande estrela da Warner durante a Segunda Guerra Mundial, era uma das poucas que conseguiam esse tipo de trabalho. Ida Lupino seguiu os seus passos posteriormente, porém sem desfrutar de tanta popularidade, o que a levou a dizer que era uma espécie de “Bette Davis dos pobres”. Entretanto, a singular beleza de Ida seduziu muitos fãs. Seguindo com a sua carreira no cinema policial, filmou com Jean Gabin, ator francês refugiado em Hollywood, Moontide, de Archie Mayo 1942 e Road House de Jean Negulesco 1948, entre outros filmes. Em todos eles interpretava papéis que ressaltavam a sua imagem de mulher autoritária. Além disso, Ida empreendeu no final dos anos 1940 uma carreira paralela: a de cineasta, atividade muito rara na época para uma mulher. Durante os anos 1950, a atriz não teve medo de dar oportunidade a uma nova geração de diretores como Nicholas Ray e Robert Aldrich. Também se transformou numa figura fácil na televisão, e era possível vê-la até o final dos anos 1970 em várias séries. Nessa época Ida aposentou-se, merecidamente. Morre em 1995.

Os anos 1930 nos Estados Unidos
O caso de Marian Anderson
Em 1939, todo o planeta se indignou ao saber que negavam o direito de uma cantora lírica muito talentosa de fazer um concerto em Washington, pela cor da sua pele. Quando Marian Anderson iniciou em 1930 uma turné europeia, o Velho Mundo pareceu-lhe uma terra de refúgio. Isso porque, assim como acontecia com todos os negros norte-americanos, ela tinha sido vítima de racismo desde a sua infância. Nascida em 1897, numa família modesta de Filadélfia, Marian logo mostrou dotes para o canto, que praticava no coral da igreja. Impressionados com a sua voz de contralto, os seus familiares colaboraram para que ela pudesse ter aulas. A jovem solicitou a admissão na Academia de Música, mas obteve como resposta que não aceitavam “pessoas de cor”… Negando-se a renunciar ao seu sonho, Marian participou em 1925 num concurso organizado pela New York Philarmonic: obteve o primeiro prémio, o que permitiu que fizesse concertos. Entretanto, a cantora logo descobriu que a segregação não era menos dura para uma artista, já que continuavam impedindo a sua entrada em certos estabelecimentos, e por isso decidiu ir embora para a Europa. Ali, além de se sentir mais livre, conheceu pessoas que enriqueceram a sua carreira, como o pianista finlandês Kosti Vehanen, que se transformou no seu acompanhante habitual.

Home sweet home
Assim ,Marian Anderson passou os primeiros anos da década de 1930 longe dos Estados Unidos. Entretanto, em 1934, o seu agente Sol Hurok convenceu-a a voltar ao seu país natal. A cantora, cujos concertos constavam principalmente de árias, aceitou se apresentar no Tow Hall de Nova York. A entusiasmada acolhida do público a animou a cantar nos Estados Unidos, mas em 1939 o “caso” lembrou-lhe dolorosamente os motivos que a haviam levado ao exílio. Hurok desejava organizar um concerto no Constitution Hall, uma sala de Washington pertencente às Filhas da Revolução Americana, associação feminina que era ao mesmo tempo clube social e um lobby patriótico. Porém, o seu regulamento estipulava que os artistas negros não podiam se apresentar na sala… Os protestos envolveram multidões e provocaram a renúncia de Eleanor Roosevelt,  mulher do presidente Roosevelt, como membro da associação, No entanto, a primeira-dama não se conformou com isso: organizou um concerto de Mariam Anderson nas escadarias do Memorial Lincoln, no domingo de Páscoa de 1939. Esteve presente uma multidão, e a sua divulgação pela rádio fez com que todo o mundo conhecesse o nome da cantora, novo símbolo da luta pelos direitos dos negros. Muitas anos mais tarde, em 1964, Marian escolheria o Constitution Hall como primeira etapa da sua turnê de despedida.

O canto da Liberdade
Transformada em heroína da luta pelos direitos civis, Marian Anderson seria uma das personagens que fariam avançar essa causa. Assim, em 1955, foi a primeira artista a cantar na Metropolitan Opera. Em 1951 interpretaria o hino nacional durante a cerimónia de posse do presidente Kennedy, e dois anos mais tarde participaria na famosa marcha sobre Washington, organizada por Martin Luther King. Além disso, Marian também seria delegada do Comité de Direiros Humanos das Nações Unidas.
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