25 novembro 2009









Use sem moderação


O salto alto acende o desejo de consumo das mulheres ao mesmo tempo em que incendeia as fantasias masculinas
Vera Fiori - O Estado de S.Paulo

Há séculos, nos rendemos ao salto alto.
Os atores gregos calçavam sapatos plataforma para ficarem alguns bons centímetros acima dos meros mortais.



Nos séculos 15 e 16, mulheres da Espanha e da Itália usavam sapatos primorosamente ornamentados, os chapins, cuja sola podia elevá-las a mais de 10 centímetros do chão.

Para que pudessem caminhar calçando o tosco modelito, as damas venezianas apoiavam-se nos criados e cada passo beirava o desastre.
Mas quem se importa em cair do salto? Como disse certa vez a historiadora de calçados June Swann: "é como no circo.

Você pode aprender a andar em cima de qualquer coisa se praticar."
Por falar em praticar, no livro Como Andar de Salto Alto (editora Matrix), a autora Camilla Morton - colunista de moda do The Times, Harpers Bazaar e Time - usa uma boa dose de humor ao ensinar as novatas a terem um andar à la Marilyn Monroe.

"Apoie as palmas das mãos no traseiro, uma sobre cada nádega, e comece a andar pela sala.
Isso vai ajudar você a perceber o movimento dos quadris e ajustar o grau de balanço desejado."

Como uma instrutora de auto-escola, Camilla sugere que o treino seja feito nos corredores do supermercado.
"Saltos prontos, agarre-se à alça do carrinho e vamos lá! Pé direito, pé esquerdo, pé direito, pé esquerdo... Aos poucos, você vai encontrando seu ritmo natural, apesar da música chinfrim que esses lugares costumam despejar de seus alto-falantes."



Não satisfeita, ensina, em detalhes, como andar com um salto 10,5 centímetros em pisos de mármore, tapetes escorregadios, escadas rolantes e ruas com pedras.
Nem pergunte se o tombo vale a pena.
Reze para São Crispim, o padroeiro dos sapateiros, e lembre-se da frase da top model Veronica Webb: "um salto põe a sua bunda em um pedestal, que é onde ela sempre deveria estar."

Outra especialista que ensina o bê-á-bá do salto alto é Rachael Ray, popular apresentadora de TV norte-americana, que dá dicas em seu programa de como caminhar nas alturas com elegância.
Verdade seja dita, não dá para comparar o andar de uma mulher usando tênis e moletom com outra de saia lápis com escarpins de salto agulha.

Os seios se projetam, o traseiro é empinado, a perna fica alongada e, o mais importante: os homens acham muito atraente.
Não apenas os homens.
O estilista Tom Ford declarou que até as macacas babuínas andam na pontinha das patas quando querem seduzir os machos.


Prada, Gucci, Manolo Blahnik (designer de sapato favorito da personagem Carrie, do seriado Sex and the City), Ferragamo, Chanel, Jimmy Choo, Sérgio Rossi são alguns ícones da moda em acessórios.
O investimento em um par assinado por um destes tops certamente é alto, mas, como dizia a atriz Marlene Dietrich, entre comprar três pares de sapatos medíocres e apenas um de boa qualidade, fique com a segunda opção.

O stiletto ou salto agulha, criado na Itália, no pós-guerra, mexe com o imaginário masculino, sendo sinônimo de fetiche em práticas como o trampling (que consiste em pisar no parceiro) e dangling (
poses balançando o sapato ou chinelo).

No site Desejo Secreto, dedicado ao tema, um devotado admirador dos pés femininos escreveu, em artigo intitulado High Heels, Mulheres Sobre-Humanas: - Particularmente, prefiro as sandálias e os tamancos, que deixam os dedinhos à mostra.
Acho que também eles têm algo a dizer.

Todavia, alguns pares de escarpins jamais serão superados em termos de beleza e classe.
Aproveito também para, categoricamente, afirmar que saltos altos só farão alguma diferença nos pés de uma mulher a partir de 12 cm. Experimente olhar sempre para o chão quando caminhar em algum shopping center, centro da cidade ou coisa que o valha.


Eles estão ali, sempre ao seu redor.
Mas só chamarão a sua atenção quando tiverem ultrapassado a barreira do cotidiano.
Ouso afirmar que esta barreira seja os 11cm.
A partir dali, fica explicitada a intenção da mulher em ter seus pés admirados.
Até no mundo da fantasia o salto agulha fez escola.

Ícone da cultura pop, as imagens ingênuas e ao mesmo tempo provocantes das pin ups tiveram origem no século 19 com o teatro de revista, quando vedetas americanas iniciaram aparições em anúncios, maços de cigarros e calendários eróticos, os quais serviam de alento aos soldados da Segunda Guerra Mundial.

Nos anos 70, com a banalização do nu feminino, elas entraram em decadência.

Mas eis que em 1988, quando ninguém se lembrava mais delas, o filme Uma Cilada para Roger Rabbit reeditou a figura da pin up na pele da personagem Jessica Rabbit, uma ruiva de tirar o fôlego com seu vestido sereia, calçando luvas 7/8 e escandalosos escarpins vermelhos.

SIM OU NÃO?

Que o salto
é sexy e elegante ninguém duvida, mas e quanto à saúde dos pés?
Como qualquer mortal, a ortopedista Cibele Réssio, especialista em pé e tornozelo e mestre em ortopedia e traumatologia pela Unifesp, já quebrou o próprio tornozelo por causa de um sapato com plataforma, segundo ela, menos inofensivo do que se pensa.
"Como ele é mais confortável porque o pé fica paralelo ao solo, a mulher relaxa e, num descuido, ocorrem as torções.

Com o salto agulha, ao contrário, é preciso atenção o tempo todo para se equilibrar", explica.
A ortopedista é uma consumidora voraz a ponto do seu filho desviá-la das vitrines.
"Tenho 400 pares, entre eles, vários de Fernando Pires, Chanel e outros não tão famosos", conta.

A paixão pelos sapatos levou-a à tese que defendeu em 1999 - A Avaliação Baropodométrica da Influência do Salto Alto em Mulheres. "Pensava em projetar um sapato de salto alto que não causasse dor.
Mas a idéia não foi em frente."
Na época, a especialista mediu a pressão na planta dos pés de 10 mulheres, recrutadas no Hospital São Paulo.

Foram estudados 40 passos de cada uma em quatro situações diferentes: descalças, com salto de 3 cm, de 6 cm e de 9,6 cm.
Conclusão: a partir de 3 cm, todo salto alto, independentemente do tamanh
o ou formato, muda o modo como a pessoa pisa no chão e se equilibra.
"Quanto maior o salto, menor a superfície de apoio, o que faz com que o peso se concentre nos dedos.
As articulações ficam sobrecarregadas, causando dor, calosidades e deformidades ósseas como joanetes.
Ainda há encurtamento da musculatura da panturrilha.

" Para quem não abre mão dos escarpins e sandálias nas alturas, o jeito é fazer como a "médica fashionista", que até na maternidade usava chinelinhos de salto.
"O ideal é intercalar o uso de saltos com modelos de sola plana e fazer alongamentos diariamente.

"Em contrapartida, uma pesquisa feita pelo professor e cirurgião vascular João Potério Filho, do Departamento de Cirurgia Vascular do Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp, mostra que o uso do salto alto reduz a pressão nas veias das pernas e tem poder terapêutico.

A compressão nas veias foi medida antes e depois de cada teste
, quando mulheres usando saltos de 7 cm e 10 cm caminharam durante um minuto na esteira.
Depois, descalças, elas repetiram os testes.
"Com o salto, para se equilibrar, a mulher usa todos os músculos das pernas e a pressão nas veias."

O professor observa que quem começa a usar saltos cedo assume uma postura diferente e, com isso, acaba corrigindo possíveis defeitos ortopédicos, uma vez que é obrigada a contrair os músculos da perna com mais força.

In estadao.com.br


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“Aos adoradores de Pés de Deusas”

...Podólatra vs Pedólatra
Sempre que eu uso as palavras pedólatra ou pedolatria, vem algum mala corrigir-me e dizer que o certo é podólatra ou podolatria.
Antes de tudo, eu gostaria de remeter a esse textículo sobre os
perigos de corrigir os outros.
Mas, uma vez feito esse alerta, aqui vai.


Podólatra - tem origem directa do grego pous/podus + [l]atria.

Pedólatra - tem origem por formação latina e grega, pes/pedis, do latim, e [l]atria, do grego.


Ou seja, ambas estão certas, apenas uma derivou o prefixo do grego e outra do latim...
In liberallibertariolibertino.blogspot.com

Cinco bons motivos para namorar com um Podólatra ou PedólatraCuidado e muita atenção; não confundir com Pedófilo ou Pedofilia !!
A atracção por pés - podofilia ou podolatria - é um tipo particularmente requintado de fetiche onde a volúpia se concentra nos pés principalmente os femininos, nus ou calçados.
1- Sabe quando você chega daquela festa, ou balada, ou dia de trabalho cansativo com os pezinhos doendo por causa dos seus belos sapatos Scarpin?
Imagine ter um homem disposto descalçar seu sapatinho de salto alto, a lavar, pôr óleo de essências nos seus lindos pés, massajar lentamente e beijar os seus pés até você dormir como uma princesa.
E isso tudo sem ter que pedir.
2- O seu pedicure será pago, com todo prazer semanalmente no melhor salão que o adorador dos seus pés possa pagar, se ele mesmo não se habilitar a fazer cursos de pedicure só para ter o prazer de embelezar seus lindos pés.
3- Sabe quando você vai no shopping comprar sapatos, sandálias, botas e ténis e o seu companheiro fica emburrado no banco, pressionando para ir embora? Pois é... o podólatra iria escolher o calçado (seja qual for), iria calçar e descalçar um por um dos seus pés, andaria por quantas lojas você quisesse, escolheria quantos sapatos você quisesse e, se estivesse nas posses dele, iria comprar-lhe quantos calçados ele ( ou você ) escolhesse.
4- Um quarto da beleza feminina está nos pés, ou seja, se uma mulher cuida bem dos pés, ela já tem pontos à frente das outras, e como todo bom podólatra tem consciência disso, ele iria dar-te vernizes, loções para os pés, aneizinhos, sabonetes, toalhas, hidratantes, meias curtas e longas... todos os acessórios e produtos de beleza que requintam ainda mais os seus pés.


5- As princesas russas do século XVIII, tinham homens especializados em lamber e acariciar os seus pés, e elas, na execução dos actos de amor, deliravam e até tinham orgasmos múltiplos!
E um companheiro podólatra estaria sempre às suas ordens.
Postado por Anderson in Pés e Calçados Femininos
Aqui fica a sugestão...cuide-se, arranje um namorado ou marido com bom gosto, e seja ainda mais feliz !!



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Michel TcherevkoffSapatos com flores
Os artistas costumam partilhar com os loucos o inevitável impulso de ver sempre algo além do algo visto, é assim que transformam os objetos, a natureza e os corpos em novos objetos, dotados de novas naturezas e novas formas corpóreas.

É nessa reflexão que se encaixam perfeitamente
as produções do fotógrafo francês Michel Tcherevkoff: fotografar coisas que simplesmente existem não é interessante para mim.
Dessa forma, de manipulação em manipulação do que via, chegou às criações de sapatos feitos de plantas.

Isso aconteceu num dia, por acaso, enquanto fazia capturas para uma campanha comercial dos cosméticos Prescriptives, em Nova Iorque.

A imagem de uma folha estava de ponta à cabeça sobre uma mesa e, num passar rápido d
e olhos, aquela foto lhe chamou a atenção e Michael exclamou para si mesmo: Hey! Isso parece um sapato!.

Isso é o que ele conta sobre a gênese dessa série de imagens deliciosamente extraídas de onde não poderíamos esperar.

Conhecido fotógrafo criador de metáforas visuais, Michel Tcherevkoff tem em sua carta de clientes empresas como a Canon, L’Oreal, Maybelline e Valentino, utilizando em suas composições a manipulação manual das plantas, onde dá as primeiras formas às esculturas.


Depois desses ajustes iniciais é que elas são fotografadas e processadas no estúdio do próprio Tcherevkoff onde seis computadores se ligam à um monitor principal, próprio para produções de cinema, que mede 30 polegadas; lá, doa as formas desejadas através do programa Photoshop.

O projecto tem feito sucesso; as imagens still life formaram o catálogo Shoe Fleur: a footwear fantasy, que lhe rendeu exposições no Museu de Arte e Design de Nova Iorque e no Museu Virtual do Sapato.




in Obvious
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23 novembro 2009

Pais Natal



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Algumas das melhores frases dos piores alunos

O Convento dos Capuchos foi construído no século 16 mas só no século 17 foi levado definitivamente para o alto do monte.
Claro! Com o peso demorou 100 anos para subir o monte !!!

A História divide-se em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje.
A Futura é particularmente estudada pela "Maya" certamente

O metro é a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre e para o cálculo dar certo arredondaram a Terra!
Ups! Até eu me vi atrapalhado para fazer o cálculo.

Imaginação tem ele... vai ser matemático de certeza, o mundo precisa de matemáticos com imaginação

Quando o olho vê, não sabe o que está a ver, então ele amanda uma foto eléctrica para o cérebro que lhe explica o que está a ver.
Nada mal pensado.

Somos uma máquina fotográfica em potência e em funcionamento contínuo.

O nosso sangue divide-se em glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e até verdes!
Acho que faltam os Azuis!!

Ah, mas esses com o apito dourado andam em fuga.

Nas olimpíadas a competição é tanta que só cinco atletas chegam entre os dez primeiros.
Entende-se agora a prestação nos jogos olimpicos !!!

O piloto que atravessa a barreira do som nem percebe, porque não ouve mais nada.
Claríssimo!!
Se passou a barreira do som quando chega já ele passou, por isso não o ouve. Será?

Gentileza do amigo Raul P.S.
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12 novembro 2009

Carrinhos de lata





Ouvi...e com muita graça...que muitos miúdos de hoje pensam que os frangos nascem nus e sem cabeça !!!
Muitos têm tudo e mais alguma coisa no que concerne a brinquedos carissímos, e ao fim de poucos dias já não lhes ligam nenhuma.
Aqui transcrevo com vénia, e de um amigo, o curioso “remember” dos seus tempos de meninos, a quem o “engenho e arte” levava à improvisação dos seus próprios brinquedos, com os materiais recorrentes, os únicos a que teriam acesso, naqueles tempos de "vacas magras"...
Com tristeza, sabemos que na imensa África de hoje, muitos meninos ainda utilizam os mesmos materiais para construir os seus pobres brinquedos, muitas vezes as armas, com que convivém dia-a-dia desde que nasceram.

DIGAM LÁ SE NÃO TÊM INVEJA DOS SABERES E DO TEMPO

Onde vais? Dizia-me, da porta da entrada da casa, a minha mãe.
Vou dar uma voltinha com o meu carro, respondi.
Qual carro? Pergunta-me com a sua voz já com os decibéis acima do volume considerado normal.
O carro de transporte que eu fiz – respondo quiçá meio feliz meio a medo, afastado quanto bastasse - mostrando-o dependurado pelo arame que lhe servia de volante, pois tinha dúvidas que os seus lindos olhos azuis, não ficassem arregalados e consequentemente as suas mãos “trabalhassem”, quando se abeirasse por perto do “engenheiro”, já com a construção pronta a rolar no asfalto da rua onde vivia.
Dá cá o carro e vai ao vinho para o jantar do teu pai!

Uma bola de pano, num charco
Um sorriso traquina, um chuto
Na ladeira a correr, um arco
O céu no olhar, dum puto.

A taberna do Sr. Manuel ficava na entrada do bairro, mais propriamente num dos lados do Pavilhão da Praça e tinha ligação à mercearia que também era dele.
O balcão era de mármore a todo o comprimento e dava-me, em altura, pelo pescoço.
As pipas estavam encostadas às paredes, mesas e bancos não haviam dada a sua pequena dimensão.
A restrição à entrada dos miúdos não acontecia, mas só era possível a permanência no tempo do atendimento.

De garrafa na mão, com meio litro de vinho para o jantar do Adriano, meu pai, venho em correria rua abaixo, pois não queria deixar de apresentar, enquanto era dia, o meu novo “modelo” de transportes de mercadorias aos outros putos do bairro.

As caricas brilhando na mão
A vontade que salta ao eixo
Um puto que diz que não
Se a porrada vier não deixo

Mas em que consistia tal relíquia?

Este meu carro de “pesados” era construído com 4 caixas de latas de graxa redondas, que faziam de rodas ligadas em eixo, sendo o chassis composto por duas caixas de latas de conserva de atum rectangulares, tudo ligado por arame.
Por fim levava à altura da barriga, uma gancheta às rodas dianteiras a fim de o poder manobrar.

O carro podia levar 3 caixas de latas de conservas, mas não mais, senão, “abarrigava” com o peso e, arrastava pelo chão.
Era preferível fazer um atrelado, apenas com duas rodas a trás e engatado ao carro da frente, como qualquer TIR de hoje.
Duas das caixas da graxa que iam servir de rodas, foram-me dadas pelo Sr. Joaquim, o sapateiro, fruto das conversas em algumas tardes que, sentado no parapeito da janela que rasava o chão do passeio, o via na arte a trabalhar e na esperança que a graxa depressa se esgotasse.

Era muito pequena a oficina.
Estava situada na Rua das Furnas, mesmo na entrada do bairro.
Lá dentro, a um dos cantos, a máquina de cozer, de resto, as paredes eram cobertas de prateleiras com sapatos de sola (poucos), também de pneu ou borracha (muitos), outros devidamente restaurados, já usados, mas prontos para vender a gente certamente muito modesta.
Os outros apetrechos eram: Facas bem afiadas, lixas, cola, escovas, bem como uma serie de sevelas que estavam devidamente penduradas.
Uma lamparina para derreter as pomadas em barra, tintas e as graxas.
No caixote da graxa lá de casa fui encontrar duas caixas quase vazias, encontrando a solução para as duas rodas que faltavam.
Na verdade raras eram as engraxadelas, os meus sapatos eram amarelos, de pele de vaca (?) curtida, os da minha mãe eram alpercatas, só o meu pai usava botas e era eu que as engraxava de quando em quando, mas com sebo, portanto era pouco provável, aos meus pais, darem pela falta das ditas cujas.
As latas de atum foram fáceis de encontrar nas estrumeiras, problemático era desengordurá-las.
Era com areia e sabão com o devido cuidado, senão os cortes nos dedos eram certos.
Quanto ao arame, foi encontrado nas cercas dos quintais, nas ocasiões em que os vizinhos estavam “distraídos”, caso contrário os estalos eram a dobrar, do vizinho e lá em casa.
Digam lá se não têm inveja dos saberes e do tempo!

Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos
Mas quando a tarde cai
Vai-se a revolta
Sentam-se ao colo do pai
É a ternura que volta
E ouvem-no a falar do homem novo
São os putos deste povo
A aprenderem a ser homens.

Quadras do poema - Os Putos de Ary dos Santos
O carro é construção do autor em 2009. Em miúdo fazia melhor

Texto e 2 fotos, gentileza do amigo Raul P.S.
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08 novembro 2009



“Os diamantes são os melhores amigos da mulher e os cachorros são os melhores amigos do homem.
Agora você já sabe qual dos sexos é o mais sensato.”

Zsa Zsa Gabor
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