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Schwerer Zugkraftwagen 18TSd.Kfz. 9 “FAMO” 1935
Versão: Stug. Abt. 201
Wjasma - URSS
Novembro 1941
18 ton
desarmado
comp. 8,25 m
larg. 2,65 m
alt. 2,85 m 
autonomia:
estrada 280 km
mato 100 km
v.máx.:
estrada 50 kmh
mato 20 kmh
depósito: 290 L
9 homens
A versão básica não possuia blindagem
escala 1:72 -11 cm
base 8x17 cm
extras: Diorama, pormenores pintura, acessórios, patines, base técnica.
Entre os vários semilagartas utilizados pelo exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial, o Sd.Kfz.9 destacou-se pelo seu tamanho e desempenho. Este veículo poderoso, a parti
r do qual foi feita uma versão antiaérea, não só servia como tractor pesado para peças mais poderosas de artilharia, como também podia actuar como veículo de recuperação de material blindado. Sturmgeschützabteilung 201 foi formado em Março de 1941 e desde o início da Operação Barba Rossa, tomou parte nas principais batalhas que tiveram lugar na Frente Oriental até à sua aniquilação em Março de 1943. A unidade foi reconstruida poucos meses depois como Sturmgeschützbrigade 201 e serviu no Leste até ao fim da contenda.
Este “FAMO” tem o emblema da Stug.Abt. 201: um escudo branco, com os contornos vermelhos e uma fina cruz vermelha de braços longos no seu interior, pintado no pára-lamas dianteiro direito e na parte de trás da caixa. Nos lados dos pára-lamas é possível ver estampadas em branco, as indicações referentes à pressão dos pneus.
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Tatra 603 - 1955 Taxi de Praga - Checoslováquia 1961Motor 8 cilindrosv.máx. 160 Kmh 0-100: n/a escala 1:43 - 12 cm 95/105 cv
extras: Pintura interiores, revistas, veludoJJ fotos

Foodie, ou como se diz em inglês...
Clara Ferreira Alves (www.expresso.pt)
0:01 Quinta-feira, 24 de Dez de 2009
Comer melhor não significa comer mais caro.
Significa tempo e paciência.
Tornei-me uma foodie.
Uma foodie é alguém que gosta muito de comida, de ver, de preparar, de comer. 
Gostar é quase amar, é assim como um fogo que arde sem se ver.
Ou seja, foodie não apenas como paixão platónica e funcional, desconstruída e abstractizante, e sim como lírico e camoniano amor.
Se, depois do abstractizante e do desconstruído, os leitores ainda estão comigo, podem continuar, prometo que não volta a acontecer.
Foodie. Ou, como diriam os ingleses vistos na perspectiva do saudoso Laurodérmio (ressuscitado no DVD da série do "Herman Enciclopédia", de longe a melhor coisa que se fez em Portugal em humor, a mais inteligente, a mais revolucionária, a mais obscenamente livre), "da fóóóodai".
Ou, como diriam os verdadeiros ingleses, "da fuuuedie".
Um foodie, ou uma foodie, não pode ser confundido com o guloso ou a sua forma mais extrema e prevaricadora, o glutão.
O foodie não é gordo, não é gorduroso e não é fácil de aturar, porque é exigente.
Não é vegetariano, nem biológico, nem macrobiótico, nem orgânico.
Não é verde, nem vermelho, nem ecologista, nem transgénico.
É alguém que compra alimentos frescos, que aprecia mercados como La Boqueria, de Barcelona, e que foge de hipermercados e ultracongelados. É alguém que não gosta muito de muitos restaurantes, a não ser, como na anedota
, pelo convívio.
Quando digo restaurantes não estou a falar de estrelas Michelin nem de listas elitistas, estou a falar de restaurantes normais, sendo certo que prefiro uma tasca de ruela e vinho da casa e um restaurantezinho familiar escondido no meio do sobrado e da cal do Alentejo às espumas e rendas carbónicas de Ferran Adrià. Embora um Château d'Yquem seja um Château d'Yquem.
O foodie tem geografia sentimental.
E hábitos.
Um foodie prefere passar fome a comer depressa e em pé.
Muitos restaurantes nem sempre estão à altura da gastronomia portuguesa, com reconhecidas excepções.
Não sabem temperar uma salada, não sabem usar especiarias, não sabem usar o frigorífico, não sabem prescindir do pão eléctrico e vácuo, não sabem a diferença entre cru e curado, não sabem comprar peixe nem carne, não se interessam pelos pormenores.
E os pormenores são a substância.
Cavam-se abismos entre frango de aviário, galinha do campo e pintada, entre vazia, lombo e bochecha, entre captura e aquicultura, entre sol e estufa, entre azeite virgem e óleo, entre manteiga e margarina, entre sal e flor de sal, entre orégão seco e orégão ressequido, entre pimenta em grão e moída, entre café brasileiro e colombiano, entre tripa e morcela, entre linguiça e farinheira, entre chocolate preto e manteiga de cacau, etc., etc.
Comer melhor não significa comer mais caro.
Significa tempo e paciência.
A comida orgâ
nica teve anos de má reputação.
Tudo era murcho, amarelado e decadente.
A maçã era pequenina e bichada, a uva era aguada, a carne era incolor, insípida e inodora, os ovos eram brancos e brancos em vez de amarelos e brancos.
Hoje, a comida orgânica, sem aditivos nem conservantes, sem químicos nem pesticidas, é de grande qualidade.
Pode ser cultivada numa escala de jardim.
Dois palmos de terra bastam para as ervas.
Manjericão (o tomate sem o manjericão fica viúvo), estragão, salsa, hortelã, rosmaninho, funcho, segurelha... e cuidado com os caracóis.
Em Londres, existem várias lojas do empório Whole Foods, uma cadeia que nasceu na Califórnia e que pertence a uma filosofia foodie que descende da senhora Alice Waters, fundadora do restaurante californiano Chez Panisse.
Waters dedica-se agora a fazer com que as escolas americanas comecem a adoptar menus saudáveis em vez de fast food e doces de fábrica.
Os foodies, bem entendido, são adeptos da slow food, da comida com vagar e sem linhas de montagem.
Nos mercados Whole Foods encontra-se tudo e tudo é bom e fresco.
Os fornecedores, da carne à fruta, do peixe aos secos e molhados, contam a história das suas quintas e da sua relação com o que fazem.
Há revistas, re
ceitas, cursos de cozinha, provas de vinhos, encontros de foodies, palestras e viagens.
Como um clube, exactamente. Com site na Internet.
Uma educação sobre o que comemos sem o proselitismo desagradável. Na minha infância, quase toda a comida era assim. Whole.
Uma gema de ovo batida com cerveja preta, canela e açúcar amarelo dava um lanche.
Os pêssegos sabiam a néctar e no Outono confeccionavam-se compotas com a fruta mole.
Quem provou um doce de figo e paus de canela ou de abóbora amarela, sabe do que falo. Morno. Espalmado em fatias de pão de trigo. Huummm.
Ver o filme "Julia e Julie", de Nora Ephron, sobre Julia Child, é o presente de Natal do foodie. Delicioso. Delicious. Ou, como diriam os ingleses, "delaichoses".
Texto publicado na edição do Expresso de 19 de Dezembro de 2009Transcrevi este texto porque adoro o estilo desta mulher; porque admiro a sua inteligência e cultura; porque gosto do que diz e escreve, e porque me revelou uma coisa que eu sou e não sabia ser...Foodie !!

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