23 outubro 2008





Este teto está pintado na área de
fumadores da VODAFONE.

...simplesmente genial !!

gentileza do amigo Raul

22 outubro 2008

Aviação Civil















Aviação Civil

modelos metálicos
várias escalas

JJ fotos

7UP Camiões de distribuição





7UP
Camiões de Distribuição de várias épocas:
Anos de 1937 1938 1945 1947 1963

escala HO 1:87
tamanho médio 10cm

extras: Pormenores pintura a alumínio

JJ fotos

21 outubro 2008

Super Sprinter XJR
escala 1:16 - 12,5 cm

Tantivy Dragon escala 1:16 - 13,5 cm
modelos a pilhas, com luz vermelha
e ruído de motor a acelerar
JJ fotos

17 outubro 2008

Café Majestic - Porto




O Café Majestic
É um local ligado à história do Porto não só pela ambiência cultural que o envolve, nomeadamente a tradição do café tertúlia, onde se encontravam várias personalidades da vida cultural e artística, mas, também, pela sua arquitectura de identidade Arte Nova.

História
Inaugurado a
17 de Dezembro de 1921, com o nome de "Elite", o café, situado no n.º 112 da Rua de Santa Catarina, esteve desde logo associado a uma certa frequência das pessoas distintas da época.

Um dos que esteve presente na inauguração foi o piloto aviador Gago Coutinho, acabado de chegar de uma viagem à ilha da Madeira, e que ficou encantado com o esplendor da decoração arte nova.
No ano seguinte o nome mudaria de Elite para Majestic, sugerindo o chic parisiense, mais de encontro à clientela que pretendia atrair, e tão apreciado na época.

Frequentaram o café nomes como Teixeira de Pascoaes, José Régio, António Nobre, o filósofo Leonardo Coimbra. Mais tarde tornou-se lugar assíduo para os estudantes e professores da Escola de Belas Artes do Porto.

Uma outra das conhecidas tertúlias que o animou era constituída pelo escultor José Rodrigues e pelos pintores Armando Alves, Ângelo de Sousa e Jorge Pinheiro. Este grupo adoptaria, devido à classificação final do curso, o irónico nome de "Os quatro vintes", e manter-se-ia unido numa série de exposições no Porto, em Lisboa e em Paris no período 1968-1971.
Hoje em dia continua a ser animado com recitais de poesia, concertos de piano, exposições de pintura, lançamentos de livros, realização de algumas cenas para filmes nacionais ou estrangeiros.

Estilo arquitectónico
O Café Majestic de traça ideada pelo arquitecto João Queirós, inspirada na obra do mestre
Marques da Silva, permanece ainda hoje como um dos mais belos e representativos exemplares de Arte Nova na cidade do Porto.

O edifício, fundeado em 1916 no ângulo formado pelas ruas de Santa Catarina e Passos Manuel, previa, na memória descritiva da sua reconstrução, a existência de “estabelecimentos virados para a rua pedonal.”


Café Majestic - Pormenor da fachada
A imponente fachada em mármore, adornada com aspectos vegetalistas de formas sinuosas, reflecte o bom estilo decorativista da altura. Um trio de elegantes colunas marca a frontaria, limitada por uma secção rectangular, rasgada em vidro.


No topo um frontão coroa a composição com as iniciais do Majestic.
Ladeiam-no duas representações de crianças que, divertidas, convidam o transeunte a entrar.

Dentro do estabelecimento, de planta rectangular, reina a linguagem Arte Nova.
A simetria curvilínea das molduras em madeira e os pormenores decorativos cativam a observação.

Grandes espelhos riscados pela idade, intercalados por candeeiros em metal trabalhado, delimitam as paredes num inteligente jogo óptico de amplitude, que lhe dá uma dimensão maior que a real.
Esculturas em
estuque, representando rostos humanos, figuras desnudas e florões, confirmam o gosto ondulante e sensual, enquanto que duas linhas de bancos em couro gravado, substituindo os originais em veludo vermelho, criam, em termos de perspectiva, uma sensação de profundidade e elegante aconchego.

O recorte sinuoso dos caixilhos da espelharia, a luminosidade dos candeeiros, os detalhes em mármore e os bustos sorridentes que se estendem das paredes ao tecto, conferem-lhe ambiência dourada e confortável, incitando ao repouso e à conversa amena.

O Café Majestic emana uma atmosfera de luxo, requinte e bem-estar.
O pátio interior,
construído em
1925, é um recanto de contornos delicados, com escada e balaustrada de pequenas dimensões, arquitectado como se de um jardim de Inverno se tratasse. Sob a direcção do mestre Pedro Mendes da Silva, este espaço simboliza uma nova era do Café Majestic.

A construção do bar e da ligação ao café por meio de uma escadaria, permitiu abrir uma nova frente, a da rua Passos Manuel, “…onde será posto à venda vinho do Porto.

Para isso, escolheu-se o estilo regional da nossa arquitectura, não só para a construção do bar, mas também para a vedação do muro.”
A nova fachada foi subsequentemente idealizada e executada seguindo moldes diferentes dos adoptados para o interior.


Se este é ao gosto internacional, o novo espaço, não o renegando, apresenta um estilo mais rústico, manifestando o que mais tarde Raul Lino designou por casa portuguesa.
Nesse mesmo ano o Majestic cumpre singularmente a função plural de satisfazer todos os desejos da clientela.


Volta a chamar o arquitecto João Queirós, agora para abrir uma modesta mas graciosa janela no muro remodelado, virada para a rua Passos Manuel, onde passará a vender tabaco e rapé à população.

Um ano depois, em 1926, o espaço é ampliado e cedido à exploração da firma Tinoco & Irmãos, construindo uma “pequena cabina (…) para servir de tabacaria.”
Auspícios de novos tempos e hábitos surgem em
1927, através da ampliação do bar com vista ao “serviço e fornecimento de cerveja para o terraço ali já existente.”

O espaço, como o vemos, apresenta-se evolutivo. De uma formulação mais depurada e arquitectural à entrada, motivada pelas raízes Beaux Arts do arquitecto, ao aproximarmo-nos do jardim passamos para um decorativismo colmatador das estruturas arquitectónicas, terminando no portal jónico de ligação ao exterior, com grande volutas transparentes e sensuais, tipicamente [[Art Nouveau]], insinuando as esculturas femininas que vislumbramos no exterior.

Esse, verdejante e luminoso, serve actualmente para a dinamização de concertos durante o Verão, pelo que se tornou no terceiro centro cultural do Majestic, a rivalizar com o piano de cauda no interior e com as inúmeras exposições de pintura a acontecer no piso inferior, outrora votado ao jogo de bilhar.

Sob a égide dos Barrias, o Café foi encerrado para execução de um projecto de remodelação. Em 1994, depois da substituição do pavimento interior, da reposição do mobiliário original e do desenho de um novo balcão, o Majestic foi reaberto, devolvendo-se-lhe finalmente uma merecida notoriedade.

Presente
A partir dos
anos 60, a transformação do ritmo de vida provocou o declínio destes estabelecimentos e o Majestic não escapou a essa sorte até aos primeiros anos da década de oitenta.

Porém, a sua beleza original e o seu significado na cidade do Porto, valeram-lhe a classificação em 31 de Agosto de 1983 de "imóvel de interesse público" e "património cultural" da cidade, o que possibilitou que se iniciasse um processo de recuperação que, apesar de longo, permitiu a reabertura do café em Julho de 1994 com todo o seu antigo esplendor, convidando a reviver a fascinante Belle Époque.

Na cave foi criada uma galeria de arte destinada a pequenas conferências ou exposições.

Curiosidades
Na biografia de
J.K. Rowling escrita por Sean Smith, refere-se que a escritora passava muito tempo no Café Majestic a trabalhar no primeiro livro "Harry Potter e a Pedra Filosofal" (apesar da escritora ter saído do Porto em 1994 e o livro apenas ter sido publicado em 1997).

Nos últimos anos, entre muitas outras figuras, não deixaram de visitar e assinar o livro de honra os presidentes Mário Soares, Jorge Sampaio, Jacques Chirac e Cavaco Silva.

Uma das cerimónias da despedida de Macau, no final do período de administração portuguesa, teve lugar no Café Majestic com a presença do Embaixador da China em Portugal.

B
ibliografia
Café Majestic. Porto: Ed. Quiosque.org, 2006.
Porto de Encontro nº 34, edição especial 2001, Câmara Municipal do Porto.


Google - Wikipédia
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